Olá bípedes!
Bom dia, boa tarde e boa noite, fãs do esporte bretão.
Esse será o espaço onde irei compartilhar minhas ideias sobre futebol, que antes estavam no saudoso C11 e também no meu primeiro blog pessoal, o maravilhoso Arroz com Feijão & Bola, onde tive a honra de entrevistar William Tavares (ESPN), Juliana Veiga (ESPN) e Galvã...ops (Não... Esse passou perto!)
Agora num novo espaço após passar um longo tempo dentro da sala de treinamentos do templo de Kami Samá, estamos de volta para fazer e falar do que amamos: Futebol.
Então, solta a batida aí kumpade!
Muito bem, agora que já explicamos a origem do blog sem precisar ficar repetindo toda hora a cena do tio Ben morrendo, podemos focar na missão do texto.
Pep Guardiola. Ainda é o cara? O badalado treinador catalão que revolucionou a história do futebol com seus conceitos treinando um Barcelona lendário, épico e inesquecível, atualmente vive o seu momento mais crítico da carreira estando no comando do bilionário Manchester City.
Na quinta colocação da tabela de classificação da Premier League após 21 rodadas disputadas e após ser goleado por 4-0 pelo Everton na terra dos Beattles, Pep declarou que o clube azul estava fora da briga pelo título que hoje centraliza-se no Chelsea, líder com dez pontos a frente e com Tottenham, Liverpool e Arsenal como seus principais desafiadores.
Porém mais do que fora da briga pelo título do torneio nacional, cresce a dúvida: Será Guardiola capaz de triunfar na liga mais difícil do mundo? Principalmente numa liga onde há tantos técnicos badalados, como Antonio Conte, Jurgen Klopp, José Mourinho, Ronald Koeman e Arsene Wenger, não esquecendo do argentino Mauricio Pochettino e do francês Claude Puel?
Vamos imaginar a resposta abstrata, já que concretamente só a teremos nas próximas temporadas na Terra da Rainha:
No excelente e recomendado livro "Guardiola Confidencial", é nítido ver a obsessão do técnico espanhol por tudo que envolve futebol. Sempre tenta inventar algo novo como se fosse um legítimo cientista da bola. Cientista maluco, diga-se...
Daqueles que não desistem até ver suas ideias serem praticadas com excelência por seus comandados.
Ora, no Bayern de Munique ele inovou e aprendeu; Perdeu na Champions mas reinou na Bundesliga de forma irrefragável.
(A ideia de utilizar o espetacular lateral Philipp Lahm, capitão do Tetra alemão no Brasil em 2014, jogar como volante no Bayern de Munique, mostra o quão genial é o treinador).
Bem antes disso, foi num Real v Barça que Guardiola inaugurou Messi como falso 9 e criando um caos na defesa madridista formada pelos experientes Cannavaro e Metzelder. Barça 6-2 Real em pleno Santiago Bernabéu. Ah, você acha que foi uma tacada digna de um burro com sorte (Alô, Levir Culpi) que numa inspiração digna de Chico Xavier ele arriscou e acertou?
O jornalista francês Martí Perarnau descreve no livro citado algumas linhas acima que Pep temia o rival que vinha numa invencibilidade de 17 jogos em âmbito nacional. Entre anotações, observações, razões e emoções: A saída. Assistindo aos vídeos da vitória catalã no Camp Nou por 2-0 sobre o Real, o careca notou o vão entre os volantes Drenthe e Guti que marcavam Xavi e Yaya Touré sem dar espaço e a plataforma defensiva que não subia junto com os volantes. Buraco, abismo, cratera... Pior que as pernas da Andressa Urach.
Pep ligou para Lionel e o explicou como ele atuaria no dia seguinte: Início de partida normalmente pela ponta mas após um sinal do treinador, ele deslocaria-se exatamente para esse espaço... Foi ali que Messi fez um verdadeiro ragatanga e DESTRUIU o Real Madrid em sua própria casa com dois gols e uma assistência. Foi ali que Pep Guardiola começava a gravar seu nome na história do futebol: A revolução tinha início naquele 02 de Maio de 2009.
Já no Bayern, Pep criou a ideia dos laterais por dentro (Rafinha e Alaba) e inclusive tentou abdicar da ideia do Tiki-Taka, tendo um futebol mais objetivo.
No City, ele está testando... Errando? Sim, está. Mais até do que o esperado por todos nós, mas gosto de destacar o sensacional Manchester City 3-1 Barcelona pela fase de grupos da UEFA Champions League dessa temporada.
De virada e praticando um futebol ofensivo e que na maior parte do jogo não deixou de pressionar o Barcelona de Luis Enrique, o trio Aguero-De Bruyne-David Silva foi implacável. Pep acertou na marcação ao trio MSN e, mais do que isso, fez com que eles parecessem nulos, num Barcelona que não conseguia reagir perante o domínio inglês... Mesmo depois de ter goleado o ex-treinador por 4-0 de forma inconteste no Camp Nou.
Mesmo time com mesmos jogadores. Há de se acreditar no potencial do técnico catalão de sempre inovar, buscar alternativas para vencer os desafios.
O que esse cientista maluco irá criar para sair dessa situação? Não percam os próximos episódios!
É isso galera!
Espero que tenham gostado do texto... Deixem seu comentário abaixo e não se esqueçam de compartilhar nas redes sociais.
Forte abraço e até a próxima resenha!


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