Olá, bípedes!
É impossível não gostar do Seu Adenor.
Quem não pertence ao Bando de Loucos agora sente o que eles já sentiam após as duas últimas passagens pelo clube alvinegro. Agora, no comando técnico da seleção brasileira e com aproveitamento impecável nas Eliminatórias até aqui, os amantes do bom futebol no país podem testemunhar a mudança que todos queriam e que era impossível de ocorrer nas mãos de Dunga. Vitórias convicentes, com atitude, iniciativa e fome de bola. O bando virou grupo, a desordem tática criou ordem e, com boa parte dos jogadores convocados pelo técnico anterior, a superioridade técnica é incotestável.
O jogador demonstra mais vontade em vestir a amarelinha e o torcedor passou a acompanhar a seleção que outrora estava esquecida, ou que estavam querendo esquecer após tantos vexames. Tal qual uma desilusão amorosa. Você se encantou, apaixonou e sofreu uma decepção. Doeu.
Doeu na eliminação vexatória, precoce, porém não surpreendente contra o Peru na Copa América Centenário, doeu em duas eliminações para o Paraguai em outras duas Copas Américas e ambas nos pênaltis e, em níveis infinitamente superiores, doeu contra a Alemanha há pouco menos de três anos atrás. Só mesmo Adenor para transformar a sofrência em pagode.
Obs: Não curto pagode!
A moda que faz sofrer e que o coração "num guenta" foi trocada por um ritmo que cai bem com a amarelinha. O toque de bola ganhou vida e lutar para recuperar a sua posse tornou-se uma obsessão num time onde temos um Casemiro excelente na marcação, mas também tem Renato Augusto e Paulinho (Pressão); Que também tem Neymar, Coutinho e Gabriel Jesus (Movimentação e Criatividade); Solidez defensiva com apetite ofensivo.
Dá gosto de ver e até o Pimpolho ta passando no chamado vai-e-vem...
Tudo isso com qualidade para apresentar um bom futebol, contrariando o argumento pífio e a desculpa esfarrapada de que temos uma geração fraca. Óbvio que não há Pelé ou Ronaldinho, mas há talento para formar um bom plantel que gere um time competitivo para jogar de igual pra igual com as mais fortes seleções do mundo e sair como vencedor... Como Tite foi com o Corinthians e a própria seleção foi diversas vezes em sua história.
Ambos querem vencer e já começaram melhor do que o esperado. Que venham maiores desafios até a Copa e que independente do ritmo e preferência, exista harmonia e qualidade para fazer uma boa música.

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